segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Crianças francesas não fazem manha

Queria ter postado ontem. Estava louca pra contar sobre o livro!
Mas como sou de Santa Maria-RS, preferi ficar em silêncio. Embora eu tenha muitos parentes e amigos, não perdi ninguém que conhecia, Graças a Deus.

Ao receber, folhei o livro e imediatamente me deu uma vontade louca de começar a lê-lo. Acabei ás 3 da manhã! Devorei-o entre fazer almoço, janta, ser interrompida umas dezena de vezes pelas crianças (solicitando coisas), lanche e paradas para escrever no Face que recomendava urgentemente a leitura dele para algumas amigas grávidas e com bebês recém nascidos.

ADOREI! Mas, quando terminei-o, fiquei com uma tristeza (lá no fundo) de não ter sabido de algumas das coisas que a autora cita no livro antes de ter tido filhos.

kidsindoors
CRIANÇAS FRANCESAS NÃO FAZEM MANHA - Os segredos parisienses para educar os filhos. PAMELA DRUCKERMAN. Editora: Fontanar, ISBN: 9788539004294

Quando estava grávida procurei livros sobre bebês e gravidez... me indicaram aquele O que esperar... e confesso que achei uma chatice, li 1/3 e abandonei-o. Li vários outros que tb não me recordo o nome e, sendo uma mãe neurótica e obsessiva, tentei juntar todas coisas boas das teoria e fazer uma só pra mim. 

E em todos os livros que li a mãe, assim que o bebê sai da barriga, é automaticamente colocada em segundo, até terceiro plano e a criança ganha o centro do universo. E não só isso: a mãe precisa sacrifica-se em prol da família, em prol da criança (é só ler blogs maternos para ver o quanto as mães deixam de fazer coisas que gostam e precisam - principalmente dormir, cuidar de si mesmas - para que a criança pequena cresça feliz). Como se para criar crianças felizes a mãe precisa NECESSARIAMENTE sofrer e sentir-se culpada por não estar fazendo mais. E eu me incluía nesta categoria até sexta-feira passada, antes de começar a ler este livro.

A autora do livro é uma americana casada com um britânico que mora em Paris. E depois de ter uma filha e passar por mais uma experiência desastrosa num restaurante (criança sem paciência faz birra, come parecendo um tornado e rápido, os pais precisam revezar: um devora a comida enquanto o outro sai correndo atrás da criança que faz zigue-zague entre as mesas, derrubando coisas e gritando - quem nunca presenciou uma cena assim? De seus próprios filhos ou de desconhecidos?) repara como as crianças francesas são pacientes (mesmos os bebês), educados e felizes. Quais os segredos atrás disso? Sendo jornalista de profissão, Pamela decide investigar.

E embora perguntasse para os pais, todos diziam que nada, só estavam educando as crianças. E esse educar é que ela esmiuça para nós, mães e pais desesperados por noites de sono e refeições com comidas quentes! Hehehe!

Não vou contar os "segredos" do livro, porque acho que as mães precisam lê-lo para entender todo o processo e eu resumindo posso esquecer de uma parte importante, mas vou contar algumas partes das coisas que achei mais interessantes (não necessariamente na ordem em que aparecem no livro).

*Primeiro as francesas amamentam pouco, em torno de 2 meses e pouco. Quando o bebê completa 3 meses elas já não amamentam mais e estão de volta a sua forma física de antes da gravidez.... Tudo sem sacrifícios, só "ficando alerta" para o seu próprio corpo.

Antes que me atirem pedras por eu achar isso interessante, e me dizerem que amamentar cria anticorpos e filhos mais saudáveis e coisas do tipo, quero dizer que em minha defesa, que embora meu filho tenha arrancado um pedaço do meu mamilo, por ter uma sucção bem forte, amamentei-o até os 11 meses (e parei porque ele não quis mais) e minha filha até ela ter 1 ano e 3 meses. Mas eu fui amamentada por 1 mês só e sou suuuuper saudável. E mais: meus irmão, embora tenham sido amamentados por bem mais tempo, tiveram várias doenças de crianças, como catapora por exemplo, eu (que mamei no peito tri pouco e embora ficasse junto - dormindo, brincando, tomando banho) não peguei nenhuma!  

E as crianças francesas são muito saudáveis. A autora dá referência de pesquisas sobre saúde dos bebês e crianças francesas o tempos todo. 

*Os bebês, mesmo com 3 , 4 meses dormem a noite toda (SEM QUE OS PAIS PRECISAM DEIXAR O BEBÊ CHORANDO HORAS NEM MINUTOS SOZINHOS NO BERÇO). Eles cientificamente entendem as fazes do sono e ajudam o bebê a aprender a dormir! E essa ideia de que o bebê precisava aprender a dormir é TÃO ÓBVIA que fiquei frustrada por não me dado conta dela há 9 anos atrás.

*Como as mães não amamentam muito, elas conseguem estabelecer, sem sacrifícios para o bebê, horários das mamadas e, por incrível que pareça, os bebês franceses mamam às 8, 12, 16, 20 hrs!!! Sim, 4 refeições por dia, como qualquer outra pessoa da família. Não fiquem alarmadas...  eu fiquei maravilhada com essa capacidade das mães fazerem as crianças se adaptarem a vida da família e não o contrário. Óbvio que isso não é feito radicalmente, tudo respeitando o ritmo da criança. 

* Toda educação é baseada no CADRE, que quer dizer moldura, o ideal francês de educação: "estabelecer limites firmes para as crianças, mas dando a elas grande liberdade dentro desses limites" p.13 Os pais franceses são muito firmes no que diz respeito a educação (concordo plenamente com eles) dizer NÃO é fundamental. O livro diz que todos os seres humanos tem desejos. A birra das crianças vem da vontade que esses desejos sejam atendidos imediatamente e que não devem ser satisfeitos, mas os pais devem ouvir sobre eles e falar sobre eles, e que isso faz toda diferença.

*Não enchem as crianças de atividades extra curriculares, não acham tão importantes. Não estão querendo que os filhos aprendam tudo agora, por que sabe-se lá o que serão quando adultos ou competindo pra ver que criança aprende primeiro a ler, a escrever a falar... todos querem que os filhos desabrochem naturalmente. Sem estimular constantemente. Que a criança tenha o prazer de descobrir-se e descobrir as coisas, sem pressa.

*A criança aprende a brincar sozinha, ela tem tempo de ficar sem ter o que fazer (entediada até) e aprende a entreter-se com o que estiver ao seu redor. E isso é bom. 

Eu sempre, sempre fiquei com as crianças (deixei de trabalhar fora e de terminar minha pós graduação). E ficar de estar sempre presente, sempre junto lendo, fazendo alguma coisa interessante para elas, estimulando-as sempre. A maior reclamação da minha mãe é que meus filhos não sabiam ficar sozinhos. E agora li no livro o porque de deixar a criança ter seu tempo e de como isso mais tarde é importante para a saúde mental dos pais também!

*As mães não surtam em pracinhas, gritam e correm atrás dos filhos (com eu faço muitas vezes, confesso). Há uma forma diferente de falar com crianças. Os termos usados são outros. Os pais não dizem: NÃO FAÇA ISSO. Dizem: "-Você não tem o direito de fazer isso." Eles ouvem este tipo de frase desde pequenos, assim como ouvem: "-Você tem o direito de brincar, o direito de fazer tal coisa..." Esse tipo de frase mostra pra criança que ela vive em grupos onde outras pessoas também possuem desejos, vontades e necessidades. Gostei muito destas frases. Pretendo incluí-las mais, de agora em diante. 

Uma das coisas que fiz intuitivamente e que os pais franceses também fazem:

*Desde que meu primeiro filho nasceu eu estabeleci que ele teria hora pra ir pro quarto e não sair mais, a noite. Quando ele completou 2 meses de vida, comecei a colocá-lo na rotina da noite. Banhos sempre no mesmo horário, historinha, mamada e depois silêncio total na casa, até ele pegar no sono. E depois de 1 mês, às 20hrs ficou estabelecido como o horário que ele naturalmente dormia e não saia mais do quarto (embora eu entrasse lá centenas de vezes durante a noite, para dar mamadas, trocar fraldas e fazê-lo dormir de novo e de novo e de novo). E isso acontece ainda hj. 20hrs, banho, 20:30 história e cama. Nas férias ficam um pouco mais. E lá na França também fazem isso em prol da saúde do casal. Os pais precisam de um tempo só deles para manter o casamento vivo. E eu concordo. Hora dos adultos. Rotina é fundamental na vida de uma criança, dá mais segurança à ela.

 
O livro também fala de muitas outras coisas como escola, alimentação, a importância da mãe ter tempo só dela, e de se ver como mulher sempre, não algo a parte. De como as crianças francesas aprendem a ter paciência e a esperar. Fala também da importância do cumprimentar-se, do viver em sociedade, sempre comparando a vida francesa com a americana (e diria até brasileira porque muitas coisas são parecidas). Tem muitas e muitas outras partes muito interessantes e valiosas, mas o post já está enorme! Ficaria escrevendo por horas!

Não sei se os pais franceses REALMENTE são assim, mas gostei muito do livro, uma leitura gostosa e com informações realmente úteis.

Meu livro está todo rabiscado, li-o com um lápis na mão, sublinhando as partes que deveria ter feito, colocando asteriscos nas que fiz (intuitivamente), além de passagens que concordo plenamente. E algumas anotações minhas complementares. Não vou ter mais filhos, mas ainda dá tempo de tentar corrigir algumas coisas, principalmente na parte de alimentação! E a minha irmã e cunhadas ganharão exemplares, assim que engravidarem! Podem esperar!

#Recomendo muito!  




36 comentários:

  1. Exceto pela parte do aleitamento (perdão, Gisele, mas eu sou MEGA defensora de aleitamento prolongado QUANDO A MÃE quer viver isso), gostei dos pontos que levantou. Tem várias coisas que eu fiz, como o brincar desestruturado (outro tema no qual eu milito, este sem dar chance para querer, acho tem que ser mesmo natural e ter tempo até de não fazer nada), do quarto e horários e do "não pode fazer isso".
    Mas em especial gostei da parte de "estabelecer limites firmes para as crianças, mas dando a elas grande liberdade dentro desses limites".

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    1. Oi Sam! Não sou contra o aleitamento prolongado, de jeito nenhum. Eu acho que cada mãe sabe o que é melhor pra si e pro seu filho. Eu achei interssante ser uma "regra" francesa. Nunca tinha imaginado uma coisas destas :)

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  2. Oi, sempre leio os seus posts, sem nunca antes ter comentado... Mas lendo esse aqui, nao me contive...
    Bom, eu sou brasileira, mas moro ha alguns anos na França. Concordo com algumas partes do livro, e discordo completamente de outras... Sobre a questao do aleitamento: sao RARISSIMAS as francesas que amamentam ate os 2 meses e meio/3 meses... a maioria ja entra com a mamadeira na propria maternidade... Elas nao tem nenhuma cultura de amamentaçao... e eh bem raro a gente ver uma mulher amamentando em publico... quem amamenta, o faz de maneira discretissima... As francesas entendem que o seio tem conotaçao sexual, dando prazer ao marido. Seio nao combina com amamentaçao, entende? Outra coisa, as poucas que oferecem o seio ate o maximo de 3 meses o fazem porque essa é a idade em que as crianças/bebês entram na creche, ficando por la o dia todo... Apos 3 meses, elas têm que voltar a trabalhar.
    Quanto à questao de dormir a noite toda, tambem tenho minhas duvidas... Apos algumas reclamaçoes à pediatra da minha filha por causa das inumeras noites sem dormir, ouvi por varias e varias vezes que eu nao sabia "educar" a minha filha para o sono. Ela precisava aprender a dormir... Isso significava que eu tinha que coloca-la no berço e entrar no quarto de 5 em 5 minutos fazendo um barulho tipo: SHHHHHHHH!! E sair... se ela continuasse chorando, entraria de novo, faria o barulho e saia... e isso deveria ser assim durante uma semana. Com isso, a pediatra garantia que apos essa semana, a menina ia dormir a noite toda e nossos problemas acabariam.... Essa foi a minha experiencia com a pediatra, mas vejo que o procedimento por aqui é esse mesmo, pois as crianças ficam se esguelando no carrinho e a mae francesa esta fazendo compras, ou conversando, ou olhando vitrine, etc.... mas nao da muita bola pro bebê nao... Ou seja, a criança se cansa e realmente cala a boca....
    Quanto às atividades extracurriculares: nem ha espaço para elas por aqui... todas as crianças começam na escola a partir de 3 anos (antes dessa idade, quase nao existem atividades extras, exceto musicalizaçao e nataçao). O horario escolar é super puxado: segundas, terças, quintas e sextas, de 8:30h às 16:30h (sendo que muitas ainda ficam na escola até às 18h, pois os pais trabalham). Todas as atividades existentes são feitas apos as 17h nesses dias, ou entao às quartas-feitas, que nao tem aula para as crianças (mas a lei ja mudou e terao aulas a partir do proximo ano às quartas pela manha, ate 12h)e sabados. Ocorre que, tirando as crianças do maternal e jardim I, as outras TODAS tem bastante dever de casa, e realmente nao sobra muito tempo para outras atividades...
    Quanto à questao de "aprender" a brincarem sozinhas ou a terem paciência... sera que eh assim mesmo? Acredito muito mais em resignaçao do que qualquer outra palavra...
    Resumindo: sem duvida nenhuma, as crianças francesas sao exemplo de comportamento. Mas a pergunta que fica é: a que preço???

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    1. oi. Justamente coloquei que não sabia se era assim mesmo que as familias francesas eram assim. Mas as dicas são muito boas, não sei se funcionam, por que meus filhos estão grandes agora, mas pelo que a autora conta a pediatra dela diz que a criança precisa aprnder a dormir, mas se a criança chora deve-se pegá-la no colo, confortá-la e depois colocá-la no berço novamente. E só em último caso oferecer o leite (materno ou não). Em nenhuma parte do livro ela deixa as crianças dela chorando e diz que os franceses acham certo. Mas estou morando do outro lado do mundo, então não sei mesmo como é aí. Mas obrigada pelo comentário! Abraços, gisele

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  3. Oi Gi, achei interessante o livro e vou dar uma olhadinha. Eu sabia que as crianças francesas quase não mamam. na verdade, quando morei no Sul da França e a minha irmã mais nova era criança de 4 a 6 anos, eu percebi que as crianças lá eram tratadas com muita frieza em realação a nossa maneira de lidar. Uma forma muito diferente.

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  4. Oi Gente, não consigo colocar meu nome aqui, mas meu nome é Viviane, Sou prima da gi e curto o blog muitas vezes. Bom, tive uma experiência curta de moradia em Paris, quando minha filha tinha 1 ano. Antes disso já lia textos de Françoise Dolto sobre educação e crianças e segui muito, deu muito certo. Minha filha dorme a noite toda desde os 20 dias e NUNCA deixei ela chorando sozinha, sabia, em funçao da leitura de Dolto que elas precisam aprender a dormir (para mim que sou antropologa essa aprendizagem me pareceu muito obvia também!). Amamentei bastante, até a Luna não querer mais, mas ela sempre teve horário e eram os horários da familia! Não parei de trabalhar (nem por uma semana) porque nao tinha condições financeirar na epoca, mas ela foi sempre comigo e nos ajeitamos com isso. Sobre a frieza ou descaso dos frances, descordo totalmente, A primeira vista também pensei isso, vendo as crianças na pracinha, principalmente, mas depois entendi que esse era um ponto de vista bem particular meu e da formação que tive no Brasil sobre como se deve cuidar as crianças. Nao os acho frios, pelo contrario, acho que não tratam as crianças como "bobos", são firmes, conversam muito com as crianças "conceitualizando" seus sentimentos. Minha filha foi para a escola lá (creche na verdade) e por conta disso aprendeu a falar super rápido, a se virar com os colegas e principalmente a pedir ajuda. Conheci crianças e pais muito carinhosos com seus filhos, ao mesmo tempo que muito firmes. Acredito muito numa edicação com limites e com conversa franca com as crianças, tipo essa frase "você não tem o direito de fazer isso", acho uma forma de ensinar sobre respeito e também cidadani! Otimo texto Gi beijão

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    1. Eu nunca tinha ouvido falar na Dolto e olha que fiz várias cadeiras de pedagogia e psicologia (aplicada a educação) na UFRGS. E amei tudo que li dela até agora. Acho facinante por aqlgumas coisa são tão óbvias que são difíceis de perceber, assim sem alguém de fora dizer. E outras coisas são tão delicadas e tão "sage" que só alguém com percepção tão aguçada é que poderia fazer essas observações. Eu a amei! Obrigda Vivi, pelo comentário. :)Adorei!

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  5. Oi Gi!

    críticas à parte, gostei da dica, fiquei c vontade de ler, apesar de não saber ainda se terei coragem de ter outro filho. O meu agora tem 1 ano e meio e estou c ele em casa até hj, o amo mais q td, mas acho q um intensivão assim n faz bem a ninguém. Semana q vem começa a escolinha, e sinto q ele tá precisando tanto qto eu desse tempo longe um do outro por dia. Enfim, me pus em segundo plano, como muitas mães, e vejo q é bem difícil ficar feliz assim. Acho q pra mim, e pra muitas falta coragem, estímulo e informação de como se manterem em primeiro plano, sem prejudicar esse momento da maternidade. bjo!

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    1. Eu acho que no Brasil se spera que a mãe se doe pros filhos. Lá, pelo que entendi, todos da família são importantes e merecem serem felizes junto e em equilíbrio. Isso que eu mais gostei. Não é se colocar com prioridade, mas tb não é ser a última a poder ser você mesmo. Bjos e obrigada por participar!

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  6. Aqui em Portugal hoje mesmo estava comentando com meu marido que estou aqui há quase 3 anos e nunca vi uma mãe amamentando em público. Chegamos à conclusão depois de discutir o assunto que é cultural as mães darem fórmula. Mas enfim, não era sobre isso que queria falar. Achei muito interessante quando vc tocou na questão do sacrifício, do martírio que se espera da mãe brasileira, essa anulação que muitas mulheres subentendem que deve vir junto com a maternidade. Muito delicado isso, e depois quando os filhos crescem e já não precisam de serem alimentados, lavados ou qualquer outra dependência, a mãe fica perdida, sem função, obsoleta.

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    1. É exatamente isso que eu penso. Eu estou há 9 anos em casa, com as crianças, foco totalmente nelas. O que acontece se minha educação não for boa suficiente? Se eles não saírem adultos exemplares e do bem, como imagino? Minha frustraçõa vai ser amior ainda, pq vivi exclusivamente pra eles. Eu acho que está na hora da gente poder equilibrar a balança e tirar a culpa e sacrifício, se não totalmente, pelo menos a maior parte dela.
      Obrigada Renata! Bjão.

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  7. Gi, adorei saber disso e já estava tentando pensar diferente nossa rotina aqui em casa porque me sentia de lado e por vezes explorada. Mudei algumas coisas que têm a ver com o livro e as coisas ficaram melhores sem falar na independência das crianças. Estou mais feliz, tenho mais carinho comigo, as crianças também estão reconhecendo isso... adorei o post... saudades... Carla

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    1. É tão difícil agir diferente, Carla. Leva um tempo da gente se policiando pra poder falar as coisas de um jeito diferente e melhorar as coisas pra nós, mães.
      Mas a vle muito a pena mudar, as crianças ficam mais independentes, sim e nós um pouco mais felizes!
      Bjão, tb estou com saudades!

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  8. Olá! Fiquei muito interessada em estudar a forma de educar na França. Qual livro do Françoise Dolto seria recomendável para iniciar a leitura? Tenho uma filha de 5 anos e gostaria de aplicar logo o que eu achar que vale a pena. Grande abraço!

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    1. Oi Jaqueline.
      Eu emprestei meu livro para uma amiga ler no carnaval. Assim que ela me devolver eu vejo na biografia os livros da Dolto que ela citou, ok? Abraços, gisele

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  9. Estou adorando os comentários e opiniões. Estou curiosíssima para ler este livro.

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    1. Nem me fala! Tb estou adorando saber da opinião de todo mundo! ;)

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  10. Olá Gisele!
    Meu pai deu um exemplar deste livro pra mim e outro para meu irmão. Eu li em 2 dias e fiquei querendo mais. Achei excelente... ainda não tenho filhos mas este ano pretendo encomendar o primeiro. Só posso te dizer que estou encantada e com um pouco menos de "medinho" da "loucura" que parece ser a vida das mães que conheço.
    Pretendo agora reler o livro e ir fazer cartões de anotações com as dicas pra colocar em um mural de recados para todos os dias ver aquilo e seguir... rs
    Quero também ver quais livros me interessam dentre os quais ela cita, e se os mesmos existem em português já que muitos são franceses.
    Adorei sua breve descrição, foi a mesma impressão que tive... he he
    Parabéns pela divulgação,
    Caroline Machado

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    1. Oi Caroline.

      Eu tb fiquei louca pra ler os livros da bibliografia! Principalmente os da Dolto. Até meu marido está fazendo propaganda do livro para oa amigos que tem filhos pequenos! :D
      Adoramos mesmo!
      Bjos, gi e kids

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    2. Sim sim,, principalmente os da Dolto, ela parece ser incrível... he he
      Eu tô tentando fazer propaganda do livro, mas de repente não esteja fazendo um bom trabalho porque as pessoas ficam rebatendo tudo que falo sabe... rs, depois queria ver alguma brasileira seguindo as dicas do livro de mente aberta e ver se de fato funcionam... acho que sim...

      Teve um comentário acima, da sua prima Viviane, que foi o que chamo de mente aberta, ela disse que a primeira vista também achou os franceses frios quando estava morando em Paris, mas que depois viu que esse ponto de vista era por conta da formação que ela teve no Brasil em como cuidar de crianças... achei maravilhoso como ela conseguiu se manter livre de pré-conceitos e ver as coisas sob outro ponto de vista.

      Bjs,
      Carol Machado

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  11. Oi Gisele!
    Estava pesquisando a respeito do livro e vim parar no seu blog. Muitissimo interessante o livro e os seu post também!
    A vida de mae e uma grande locura! Quando a minha filha era pequena, eu lia artigo, blogs a respeito de filhos, mas acabei cansando quando vi por ai verdadeiras fanaticas por amamentacao, por exemplo. Muitas vezes chegavam a ser ate um pouco agressivas nos comentarios e nos posts.
    Eu nunca quis dar mamadeira para minha filha, mas eu tinha pouco leite e ela chorava muito. Ainda assim, com a orientacao da pediatra para seguir com a amamentacao exclusiva (ela tinha 4 meses), me mantive firme. As vezes ate eu chorava, mas so queria que minha filha tivesse saude e desfrutasse do leite materno. Quanta inocencia! Foi preciso a minha filha perder peso, para eu finalmente dar formula para ela. As vezes e preciso seguir o nosso proprio instinto e fazer o que manda o nosso coracao. Porque, o que adiantou seguir amamentando com meio ml de leite?
    Mae de primeira viagem sofre bastante! E as demais, que tem alguma experiencia, deviam ter um pouco mais de tolerancia, de respeito e compreensao com as maes que passam por este tipo de dificuldade. Amamenta quem quer e quem pode! Só isso! Voce nao vai deixar de ser menos mae ou deixar de amar seu filho se voce der uma mamadeira de leite!!!

    Gostei bastante das suas colocacoes e da sua delicadeza e cuidado para falar de assuntos delicados que permeiam o mundo materno,.
    Obrigada por compartilhar!!

    Abracos,
    Juliana

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  12. tenho um filho com 2a5m e agora que vim descobrir o que é dormir uma noite inteira, mas as vezes acordo por vola das 3 ou 4 da manhã pra amamentar. Não tenho vergonha de colocar o "peitxhinho", como ele chama, pra fora e amamentar onde eu estiver, com quem eu estiver, conheço amigas que dariam td p terem tido o prazer de amamentar. com tds esses comentários estou muito curiosa para ler as páginas do livro.

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  13. Quanto ao aleitamento materno, eu devo ter mamado na minha mãe, no máximo por uma semana e sou megaaaaaaa saudável, muito mais do que muitas pessoas que conheço que mamaram até enjoar.Pretendo amamentar a minha filha somente até os seis meses, nada mais do que isso.O livro me parece interessante.Sempre ouvi falar muito bem da educação das crianças francesas como os pais conseguiam isso.


    Náy

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  14. eu tava mega curiosa p ler esse livro. vc agora me deixou bem mais! estou gravida e pretendo comprá-lo o mais breve possível!

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  15. Ainda bem que vc já tem seus filhos grandinhos quando leu esse livro. Lamentável sua percepção sobre o mesmo.

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  16. Ora vejo que este assunto é muito complexo.Tenho três filhos lindos, sempre fiz para eles o meu melhor, tive os dois primeiros de parto normal ( por que eu quis muito, não tinha incentivo do obstetra), o terceiro foi cesária só por causa da laqueadura. Enfim sempre amamentei todos eles, sempre dormi a noite toda por volta dos 30 dias de nascido, e sempre trabalhei fora... Acredito que não importa a cultura (levo meus filhos para onde vou ,não passo vergonha em restaurante e nem em supermercados) O IMPORTANTE é ama-los e buscar sempre o melhor para eles , ter uma mente aberta, disposição, e viver acreditando no sucesso familiar dando tempo de qualidade, e não apenas o seu tempo e a presencia fria e vazia! bjs! Dulcelene - PR

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    1. Oi, Dulcelene.
      Concordo plenamente contigo!Obrigada pelo comentário, e é sim, um assunto super complexo, e muito legal de ver a variedade das opiniões!
      Bjos e obrigada!

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  17. e preciso muito cuidado ao buscar esse equilibrio sempre tão almejado na vida familiar , risco de trocar a frase " meu filho e a coisa mais importante da minha vida" por "eu sou a coisa mais importante da minha vida" e acabar criando um filho q quando adulto vai ser egoísta porque assim teve o exemplo dos pais , insensivel aos outros ("e claro q e melhor ser insensivel aos outros...problema dos outros e dos outros nao meu")...e independente demais pra que na sua velhice nem sequer procurar um asilo pra te colocar caso vc precisar....enfim mimar demais e ruim , ignorar demais e ruim...equilibrio nao e nada facil.

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    1. Oi. Siiim, equilíbrio é a palavra chave e é tão difícil! :) Obrigada pelo comentário! Abraçõs, Gisele e kids

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  18. Olá Gisele, com certeza irei ler o livro, principalmente em relação ao aleitamento. Pois não amamento minha filha no peito desde os 2 meses dela, pois passei por muito estresse e perdi o leite, e me culpo disso, todas as vezes que dou mamadeira a ela, justamente por medo dela ficar doente por falta do meu leite. Mas, sabendo que isso acontece naturalmente em outro país, e que as crianças não ficam doentes por causa disso, já é um alívio.

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    1. Oi Nayara!
      Eu seeeempre falo: O QUE UMA BOA VACA LEITEIRA PRECISA? Comida fresca, ficar horas parada, tomando sol, descanso. O que uma mãe tem após o parto? Um ser totalmente novo, e mesmo lendo milhares de livros e blogs, ficamos sem noção do que fazer primeiro... sem contar a casa, marido outros filhos, trabalho, sogra, mãe, visitas... VACA ESTRESSADA NÃO DÁ LEITE (BOM)! Eu amamentei a Ceci até quase 2 anos, mas ela tomava só um pouquinho do meu leite, pq fazia mal a ela! Descobri com 5 meses que ela tinha intolerância a lactose e o excesso do meu leite fazia com que ela tivesse diarreia e perdesse peso! Fazer o quê? Comprar leite 0% lactose de caixinha Tetrapack e dar pra ela! Sem culpa, sem estresse! Minha mãe me amamentou só 1 mês e sou super forte (ainda digo que tenho sangue ruim, pq nenhuma doença me pega - meus irmãos pegavam tudo e até meus filhos e eu dormi com eles, tomei banho, brinquei e não peguei nada, nada!). Cada mãe faz o melhor que pode e isso pra mim é amor, não se deve ter culpa!

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  19. Gisele, não tenho filhos e nem sei se pretendo ter algum dia. Mas sou professora de E.I. e leio muito sobre educação de crianças e tals... Todos os vídeos sobre educação da França, que vi até hoje, mostram crianças muito educadas e respeitadoras. Parecem, também, muito inteligentes. Tem um psiquiatra infantil que defende muito algumas técnicas de educação francesa, chamado José Gaiarsa. Acho bem interessante o que ele fala a respeito das crianças.
    Beijas.

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    1. Oi Ruiva!
      Não conheço esse psiquiatra, vou procurá-lo. Sabe eu não sou contra nenhum tipo de educação, cada um sabe o que é melhor para si e para os seus, por isso li esse livro com a mente aberta e gostei de várias coisas (não tudo, claro)e acho que conhecer diferentes formas de educação enriquece o modo como eu vou educar meu filhos.
      Obrigada pelo comentário!
      Bjos, Gi e kids

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  20. Bom Dia, Gisele. Li seu Texto com prazer, pois que nele me vi situada, inteiramente francesa, o que não sou e, sim, brasileira, com descendência indígena. Vim a conhecer O Princípio Francês da Criação de Filhos, quando os meus já estavam adolescentes, e ele abrange muito mais do que os filhos; abrange A FAMÍLIA e, portanto, A SOCIEDADE. Não entrarei na questão da amamentação: são muitas as variáveis e subjetividades sobre; há que respeitar: cada organismo e psique têm capacidades e possibilidades distintas. Quanto ao restante, que tão coloquialmente descreves, Gisele, eles menos dependem de subjetividades e mais do uso da consciência que devem ter os pais, quando do desempenho de tão elevada profissionalizAÇÃO. Encerro com as palavras de uma Querida Amiga, psicóloga, pedagoga e assistente social, Mariana Alvim, já falecida, sempre chamada a paraninfar turmas de formandos em Psicologia: "... Por que será que nos preparamos para qualquer coisa e jamais para colocar filhos no mundo?" (PS. Faça ou peça que alguém faça uma revisão no que escrever: há muitos erros no Texto) Parabenizo-A pelo Revelantíssimo Tema e A Abraço, Mouna Moura, Filósofa.

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  21. Já estava curiosa, agora nem se fala... estou na mesma situação q vc, morando em uma cidade aonde tenho dificuldade de encontrar certos livros e com um bb de 9 meses. O jeito é encomendar via Net!!! Mas com os seus comentários é compra certa!!! Obrigada!!

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